terça-feira, 24 de novembro de 2009

Aulas para Escola Bíblica Dominical - 9ª atualização

Mais 17 aulas para Escola Bíblica Dominical disponíveis para download. Foi modificada a ordem de dois arquivos. Dois dos novos entraram ocupando os números 05 e 13, enquanto os que ocupavam essa posição foram para a nova série no final.


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Confira as novas aulas:

  • A família de Jesus (n° 5)
  • Lar de Betânia (n° 13)
  • Um casal feliz
  • Anonimato louvável
Além disso, há também uma série sobre o Apocalise, a partir do número 93 a 102.
  • O Cristo glorificado
  • As cartas às sete igrejas
  • O trono de Deus
  • O livro selado e o Cordeiro
  • Os sete selos
  • As sete trombetas
  • A missão do povo de Deus
  • A mulher e o dragão
  • As duas bestas
  • Os flagelos
  • A queda da Babilônia
  • O Milênio
  • Novo céu e nova terra
Para fazer o download e imprimir, basta clicar aqui.

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Américo e o mergulho perigoso


Por Reinaldo de Almeida Barros
Trecho do futuro livro, Parte 3 "A Família".



Meu avô era um homem alto e magro. A altura que eu via nele, talvez fosse pelo fato de eu ser criança. Muita coisa é grande pelos nossos olhos de pequeno. Criou os filhos no rigor da religião e era implacável nos castigos que impunha a eles quando havia negligência. Todos o respeitavam (até os casados)....


...Uma vez ele, perto de todo mundo, em cima da ponte, resolveu pular da guarda, na caixa do rio, onde a água já estava encostada na barriga da ponte. Fazia até pequenos turbilhões de cor barrenta, onde a profundidade teria um mínimo de dez metros. Ao ser estrangulada pela passagem mais estreita, a água tomava mais velocidade, escondendo sob ela um mundo desconhecido onde poderia haver, paus, galhos de espinhos ou arames de velhas cercas submersas.


Não sei o que deu na cabeça do velho, que subiu na guarda de madeira enrugada, fez pose e se atirou. Só que o impulso não foi o suficiente para jogar seu velho corpo a uma distância segura. Agitando os braços freneticamente tentava vencer a correnteza para sair acima em lugar mais calmo.


Mas apesar de seu esforço vigoroso, o rio o levava para baixo da ponte. Todo mundo estava alarmado, mas ninguém podia fazer nada, pelo menos no momento. O velho sumiu embaixo da ponte. Do outro lado, não havia barrancos nas laterais. Só mato, Nhapinda e a passagem ficava mais estreita ainda.


Os segundos pareciam horas. Todos do lado da ponte onde deveria, ou não, emergir o ancião. Alguém gritou: "Pode ter se enroscado em baixo da ponte." A tensão entre os presentes aumentou e seu filho Saulo estava inquieto pela demora.


Mas a demora não foi tão grande; encostado ao mato do lado esquerdo, emergiu a cabeça raspada do velho . Gritaram para ele agüentar ali. Arranjaram uma vara e conseguiram levar até ele, que a agarrou prontamente.


A tia Damaris estava de visita na chácara e, quando soube correu desesperada para saber o que houve. Chegou até meu avô, que estava meio encolhido, e ouvi-a dizer baixinho: _ Pai, o senhor não tem idade mais para fazer essas coisas.

Realmente, depois dessa, nunca mais vi nem soube que o velho tinha se aventurado em águas perigosas.

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sábado, 21 de novembro de 2009

Não há Deus?


Por Samuel Barbosa


"Disse o néscio ao seu coração: não há Deus". Salmo 14:1


A pergunta suprema - Existe Deus?


A resposta da ciência hoje já admite que nada se explicaria sem se admitir a existência de Deus, no dizer dos cientistas - um ser superior que tudo governa com leis e com ordem neste imenso universo. A resposta da religião se baseia mais nos anseios da alma humana que sempre desejou entrar em contato com um ser superior- o mesmo dos cientistas - desde as mais remotas eras. Esse ser superior tanto da ciência como da religião, é Deus.


Agora vejamos como as pessoas se comportam diante da mesma pergunta. Há os ateus confessos. Desses que não admitem nem tocar no nome de Deus. A propósito, uma vez perguntaram a um desses "ateus" se ele acreditava em Deus, na alma, na vida espiritual, ao que ele respondeu todo vaidoso: eu, graças a Deus, não acredito nessas bobagens. Traído pelo subconsciente.


Existe um tipo de ateu mais comum mais perigoso, porque hipócrita e enganador. Acreditam em Deus, mas não O temem. Vivem como se não cressem nesse mesmo Deus. Não admitem a necessidade de viver segundo a vontade do Deus em que dizem crer. Vivem à vontade, cometendo todo tipo de devassidão, abafam a consciência com a confissão auricular, prejudicam o próximo, promovem a desarmonia e se dizem cristãos. São os egoístas que só pensam em si e oprimem o próximo. A esses "cristãos servem as palavras do salmista e que encimam estas linhas, ou então as palavras do próprio Cristo; "Nunca vos conheci".


Mas existem os cristãos de religião limitada. O lugar da vida devocional dessas pessoas é muito limitado. Isolam a religião da vida prática. Vão à Igreja aos domingos, mas de segunda a sábado se esquecem de Deus. Para esses, Deus existe só um dia por semana. Acham que a religião nada tem a ver com vida secular. É de se duvidar da fé daqueles que se dizem cristãos, mas que limitam a religião a determinados dias da semana ou a determinados afazeres da vida. A esses também podem se aplicar as palavras do salmista: "disse o néscio no seu coração não há Deus".


E há os indiferentes. Não praticam o mal, não prejudicam ninguém, não se negam a auxiliar o próximo necessitado, mas na religião não demonstram aquilo que é de se esperar do verdadeiro cristão, seguidor de Jesus Cristo. Possuem uma crença em Deus, mas não foram possuídos por essa crença.


O verdadeiro cristão, não possui a religião, mas é possuído por ela, foi isso exatamente o que descobriu o apóstolo Paulo: "Já não sou eu o que vive, mas Cristo é quem vive em mim". Jesus disse: "vós examinais as escrituras porque cuidais ter nelas a vida eterna e são elas que de mim testificam".


A maior preocupação sobre a nossa crença em Deus é saber até que ponto essa crença nos favorece, até que ponto ela favorece o nosso próximo, até que ponto ela favorece a igreja a que pertencemos, até que ponto ela favorece a comunidade em que vivemos. Não se aplicarão a nós as palavras do salmista? Lembremo-nos de que todos aqueles que negam a existência de Deus, tanto os ateus confessos, como os outros, já foram qualificados pelo salmista: Néscios.


Ninguém expressou tão bem sua convicção da existência de Deus, aliando a fé à ciência, pela observação, do que Bocage no seu soneto Deus:

"Os milhões de áureos lustres coruscantes/ que estão da azul abóbada pendendo/ O sol e a que ilumina o trono horrendo/ dessa que anima os ávidos amantes / "As vastíssimas ondas arrogantes/serras de espuma contra os céus erguendo/ a leda fonte, humilde o chão lambendo/ a lourejar as searas flutuantes"/ O vil mosquito, a provida formiga/ a rama chocalheira, o tronco mudo/ tudo que há Deus a confessar me obriga/ "E para crer num braço autor de tudo/ que recompensa os bons, que os maus castiga/ não só da fé, mas da razão me ajudo".

Da nossa fé e do dinamismo dessa fé é que dependem o sucesso e a felicidade da comunidade em que estamos vivendo.

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Aulas para Escola Bíblica Dominical - 9ª atualização

Mais algumas aulas para Escola Bíblica Dominical disponíveis para download. Agora são personagens bíblicos.

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Confira as novas aulas:

  • João, o apóstolo
  • Tiago, o líder cristão
  • Judas, o servo do Senhor
  • Tito, o auxiliar fiel
  • Timóteo, o jovem ministro
  • Madalena
  • Um cego venturoso
Para fazer o download e imprimir, basta clicar aqui.

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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Análise de Games: Sacred 2: Fallen Angel

Mais uma review na Games Brasil. Desta vez é o RPG Sacred 2: Fallen Angel.

Clique em ánalise de games para conferir.

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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Pesquisa do blog!

Participe da pesquisa para melhorar o blog e concorra a um forte aperto de mão ao me encontrar! Clique em "CONTINUAR" para participar, logo abaixo:


Depois de terminar, não se esqueça de clicar em "ENVIAR" para que suas respostas sejam cadastradas corretamente. Caso encontre dificuldades em ver o que está abaixo, clique aqui para responder em outra janela.


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terça-feira, 17 de novembro de 2009

O Cinema


Por Reinaldo de Almeida Barros
Trecho do futuro livro, Parte 1, "A Cidade".

...Certa noite eu já estava deitado, minha mãe costurando na salinha ao lado. Nesses tempos eu já estava na escola, no segundo ano, no grupo novo. De repente meu pai chegou e me acordou, mandando me levantar que iria me levar para ver o cinema. Como um raio me levantou e em um minuto já estava pronto para ir...


...Descemos as ruas esburacadas e chegamos até o bar principal da cidade. Em uma placa de zinco acima das portas estava escrito com tinta meio apagada pela idade: Bar Grande.


Havia grande movimentação de pessoas. Estava para começar a segunda seção. Eu não me continha de alegria satisfação em ter o privilegio de estar ali para ver um cinema de verdade pela primeira vez.


Mais próximo da parede que servia de tela estavam varias moças sentadas no chão para não atrapalhar a visão dos que estavam atrás. O operador estava colocando o rolo de fita na maquina maravilhosa, que punha a gente em contato com outros mundos, que não fosse aquele mundinho que gente conhecia do dia a dia.


As pessoas estavam todas curiosas principalmente quem tinha chegado àquela hora. E quem já tinha assistido, estava ali, para ver de novo.


Cinema eu já tinha visto um arremedo. Algum tempo atrás, veio um parquinho na cidade, e ficou instalado lá pelos lados do matadouro por uns três meses. Era coisa fraca, indicado para cidades pequenas. Tinha um conjunto de quatro barquinhas e alguns joguinhos de atirar bolas, e nada mais.


Na hora do encerramento, lá pelas dez e meia da noite, tinha uma sessãozinha de cinema mudo. Havia uma tela de pano branco, que ficou amarelado pela poeira constante, sustentado por duas estacas altas. A finalidade de a sessão ser no encerramento, era para segurar o povo até o final.


A luz acabava as onze, então as coisas todas eram limitadas a esse horário . Lembro-me que passava um filme curta metragem, onde tinha um chimpanzé que subia em uma torre qualquer com um vidro, que o pessoal dizia que era remédio.


Mas agora sim, iria ver algo mais moderno, e com som. E que som. Começou. Todos no maior silencio. A concentração era total. Antes do filme, passaram um pequeno documentário onde tinha um conjunto vocal.


Do filme eu me lembro que houve um incêndio em uma floresta e pessoas ficaram presas em uma cabana cercada pelo fogo, aonde alguém iria salva-los, se não me engano, de helicóptero.Tudo em preto e branco.


Para mim, as coisas misturavam um pouco na cabeça e não defini muito bem onde terminara o documentário e onde começara o filme. Mas mesmo assim não deixava de ser sensacional. Uma coisa que me lembro muito bem. Como começou o fogo. Um toco de cigarro.


Essa foi uma boa lembrança que eu tive de minha infância. Tive outras também emocionantes, mas, essa foi uma das melhores. A partir daí, tornei-me um apreciador do cinema. Através dele eu consegui ver que o mundo era muito maior do que eu imaginava...



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